segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Ranking elege os 11 edifícios mais bonitos construídos em 2012

A Emporis, empresa que recolhe dados de projetos de construções de todo o mundo, elegeu os onze arranha-céus mais bonitos do mundo que tiveram as suas obras finalizadas em 2012.  Houve empate na 9ª posição.

 1º lugar: a dupla de torres que forma o Absolute World Towers, projetada pelo escritório MAD Architects, na cidade de Mississauga, Canadá, é o arranha-céu mais bonito construído no ano passado. Segundo os jurados do ranking, o que mais impressionou nos edifícios residenciais apelidados de “Marilyn Monroe” foi o “design único” das estruturas retorcidas, uma medindo 158 e outra 176 metros de altura. Mais de 300 projetos participam da competição.
1

2º lugar: Projetado pelo escritório Aedas, o Al Bahr Towers possui painéis fotovoltaicos e um sistema que reduz em 50% o consumo de energia. O complexo está localizado em Abu Dhabi.
2

3º lugar: O Burj Qatar, em Doha, no Quatar, foi criado pelo arquiteto Jean Nouvel para parecer uma tela islâmica. O complexo possui 45 metros de diâmetro e 46 andares.
3

4º lugar: Criado por Foster + Partners em parceria com Zeidler Partnership Architects, o terceiro arranha-céu mais alto do Canadá ficou com a quarta posição do ranking. Chamado de The Bow, o empreendimento utilizou predominantemente vidro na sua fachada.
4

5º lugar: Conhecido como the House on Mosfilmovskaya, o complexo é um dos mais altos da Rússia. O arranha-céu que conta com uma torre vizinha que segue o mesmo padrão arquitetônico foi projetado pelo russo Sergey Skuratov Architects.
5

6º lugar: Em Guangzhou, na China, se encontra o Pearl River Tower, considerado um dos prédios mais sustentáveis do mundo. A arquitetura torre é assinada pelo escritório SOM.
6

7º lugar: O complexo Varyap Meridian, localizado em Istambul, na Turquia, possui 1,5 mil apartamentos e um hotel. O empreendimento foi projetado pelo escritório americano RMJM’s
7

8º lugar: A UniCredit Tower foi criada pelo escritório Pelli Clarke Pelli Architects como uma escultura em Milão. O complexo é formado por três edifícios de 11, 22 e 31 andares – este último considerado o mais alto da Itália.
8

9º lugar: O empreendimento Renaissance Barcelona Fira Hotel, assinado por Jean Nouvel, possui duas torres conectadas por um átrio com um dos maiores jardins verticais do mundo.
9

10º lugar: Projetado por Tago Architects, o complexo Dumankaya IKON é um residencial que possui um shopping center na sua base. Localizado em Istambul, na Turquia, as duas torres são interligadas entre alguns andares.
10

11º lugar: Localizado em Zhengzhou, na China, a Zhengzhou Greenland Plaza abriga escritórios e um hotel de 435 quartos. A torre, projetada pelo SOM, possui um espelho na parte superior que reflete a luz solar para o átrio do hotel.
Fonte: http://grupopizzinatto.com.br/home/noticia.asp?id=1114 

domingo, 20 de outubro de 2013

Antigo Madame Satã faz 30 anos

20/10/2013 - 02h30

Antigo Madame Satã faz 30 anos e vende até hambúrguer de chef

TETÉ MARTINHO
COLUNISTA DA sãopaulo
 
Há exatos 30 anos, em 20 de outubro de 1983, abriu na Conselheiro Ramalho, no centro paulistano, um muquifo que viraria lenda. Ocupando um casarão dos anos 1930 já então bem sambado, o Madame Satã não tinha sofá, ar-condicionado nem alvará. O som era tosco, e a pista, um socavão escuro e cheio de baratas.
 
Mas não havia lugar melhor para ter 20 anos e viver o surto anárquico e criativo que começou a espantar o ranço da ditadura no meio dos 1980.
 
A graça era o som pós-punk e new wave do porão e a programação frenética de música, arte e performances ao vivo, que ia de RPM e Legião Urbana a Itamar Assumpção e Cida Moreira, passando por sessões de filmes do Primo Carbonari exibidos de trás para frente e pela famosa "mulher do repolho", uma amalucada que o ex-seminarista Wilson José, mentor do clube, trancava numa jaula e alimentava com o legume, à guisa de espetáculo
 
 
1985: O clube foi fundado em 20 de outubro de 1983, na Conselheiro Ramalho, em São Paulo


Editoria de Arte
 
Ir para a noite montado era outra diversão que nascia entre os punks, carecas, travecas e "darks" que se apinhavam, noite após noite, no salão ao rés da rua, no quintal de chão batido e pelas escadas estreitas da casa.

"Com 14 anos, eu tinha cabelo azul e era o mascote", lembra o então assíduo Heitor Werneck, 46.
O futuro estilista da Escola de Divinos saía de vestido. Fora isso, era pura inocência: "Achava que 'travesti' era um estilo musical".

"O Satã oferecia a liberdade de expressão que a juventude pós-ditadura precisava", teoriza Marcelo Leite, 43, autor de "Madame Satã - O Templo Underground dos Anos 80".
No folclore reunido pelo livro, consta que Ney Matogrosso descobriu lá o RPM, a quem apresentaria ao empresário Manoel Polladian; que Erasmo Carlos, numa bela noite, entrou despercebido e encantou o punk Crânio com suas histórias; e que Lulu Santos, ao aparecer de limusine, foi sumariamente barrado no baile.

A casa fechou em 1989 deixando tanta saudade que, mesmo depois da morte de Wilson José, em 1992, houve quem tentasse reavivá-la.

Nos anos 1990, virou o clube gótico Morcegóvia. Em 2011, os sócios Gé Rodrigues e Igor Calmona reabriram o casarão com itens de segurança, hamburgueria e potência sonora. "Isso
aqui é um templo", diz Rodrigues. "Vem gente de fora de SP conhecer."
O Satã virou Madame e quer viver do passado. "Toco quase a mesma coisa que há 30 anos", diz Magal, veterano nas picapes. "Mas a frequência é outra. Antes as pessoas eram mais criativas, tinham mais atitude".

Werneck concorda. "Quem curte a noite hoje só usa jeans e camiseta de banda. Acabou o glamour."

Fonte: http://folha.com/no1358613

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Casa Cor Rio 2013

Bairro ecológico recebe mostra de decoração no Rio

15/10/2013 - 15h46 
 
 
O primeiro bairro ecologicamente planejado do Rio de Janeiro, o Península, possui 780 mil m² de área verde e apenas 8% de sua área edificada.

É dentro desta porcentagem que, desde a última quinta-feira (10), acontece a Casa Cor Rio, que espera receber um público de mais de 45 mil pessoas.

"O conceito deste ano busca o estilo de morar de nossos dias, que se reflete no que é a Península: um lugar com projeto de urbanização, segurança e um 'plano diretor' que preserva o meio ambiente", diz Patrícia Quentel, da empresa organizadora do evento.

Ocupando 10 mil m² de dois edifícios, 47 equipes de arquitetos, decoradores e paisagistas retratam, em apartamentos com plantas e metragens distintas, seis maneiras contemporâneas de viver e morar.
São duas coberturas dúplex (608 m² cada), dois apartamentos de 400 m² e outros dois com 300 m².
Uma casa foi construída especialmente para o evento. Erguida em dois meses em um terreno de 400 m², a Casa de Fim de Semana, projeto de Duda Porto, é totalmente automatizada e sustentável.
No projeto de Porto, um sistema de captação de energia solar produz toda a energia consumida pelos moradores.

 

 

A tecnologia marca presença na exposição também em ambientes em que cortinas, iluminação, som e televisão são controlados por iPads (normais ou minis).

A Casa Cor Rio segue até 18 de novembro no Condomínio FontVieille (avenida dos Flamboyants, 500 - Península - Barra da Tijuca). Os horários para visita são de terça a sábado (inclusive feriados) das 12h às 21h e aos domingos das 11h às 20h.

No último dia da mostra, das 12h às 21h, acontece a venda de alguns produtos em exposição.
Os ingressos custam R$ 40 (de terça a sexta) e R$ 45 (aos sábados, domingos e feriados). O passaporte, válido para todos os dias da mostra, custa R$ 90.

Fonte: http://www.folha.com.br/no1355576
Maiores detalhes em: http://www.casacor.com.br/riodejaneiro/ 
Sobre a Península: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pen%C3%ADnsula_%28Rio_de_Janeiro%29

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ex-prefeito de Bogotá diz que único jeito para trânsito é restringir carros


FLÁVIA MARREIRO
DE SÃO PAULO

Ex-prefeito de Bogotá, o economista Enrique Peñalosa, 59, entusiasma-se com o fato de os protestos de junho terem colocado a mobilidade urbana em pauta no Brasil porque a questão simboliza "liberdade" e "equidade".

Responsável por implementar o amplo sistema de corredores de ônibus da capital colombiana há mais de uma década, faz defesa enfática da expansão das faixas de ônibus em São Paulo pelo prefeito Fernando Haddad (PT).

Folha sabatina ex-prefeito de Bogotá nesta quinta-feira
 
"Quando um ônibus passa ao lado de carros engarrafados, temos um símbolo de democracia. O interesse coletivo está acima do particular", afirma Peñalosa.


Leticia Moreira 0 20.jun.2012/Folhapress 
Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, em visita à Folha no ano passado; ele defende pistas exclusivas para os coletivos
Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, em visita à Folha no ano passado; ele defende pistas exclusivas para os coletivos

Leia trechos da entrevista concedida à Folha:
*
O prefeito de SP acelerou a implementação de faixas exclusivas para ônibus, mas há críticas à falta de ajuste das linhas e às interferências de carros. O que acha?
Enrique Peñalosa - Não posso entrar nos detalhes técnicos de São Paulo, pode haver erros na implementação técnica, mas admiro o prefeito por dar importância aos corredores de ônibus. O mais importante em uma discussão é a estratégia. Pode haver erros na tática, mas não na estratégia. A dificuldade para solucionar o problema do transporte não é técnica nem econômica.
Podem fazer mais duas ou três linhas de metrô, e não vai consertar o trânsito, pode-se fazer mais vias, e não vai consertar. Os ônibus com faixa exclusiva e os metrôs podem consertar o problema da mobilidade, mas não dão jeito no trânsito. A única maneira de dar um jeito no trânsito é com restrições ao uso dos carros. E a restrição mais óbvia de todos é a de estacionamento. Em São Paulo ainda há muitas ruas em que os carros podem estacionar.
Com metrô ou sem metrô, nunca será possível resolver o tema da mobilidade sem um bom sistema de ônibus.
 
A prefeitura deve revisar ou não a decisão de permitir que táxis com passageiros utilizem os corredores e faixas?
Não se deve permitir os táxis. Pode ser que em algumas situações isso não seja um problema, e teriam de ser estudados os detalhes técnicos, mas, a princípio, nada que provoque a mais mínima demora aos ônibus deve ser permitido. Um táxi leva uma pessoa, e um ônibus pode levar até cem passageiros: o segundo tem direito a cem vezes mais espaço.
Além do mais, em sociedades tão desiguais como as nossas, se damos privilégios aos táxis terminaremos com um sistema onde os ricos têm um táxi com contrato permanente, ou quase permanente.
 
O sr. é defensor da expansão do uso da bicicleta. Por que é mais que uma causa de classe média ou de fim de semana?
O transporte é diferente de todos os demais desafios que temos na nossa sociedade. Diferentemente da saúde ou da educação, tende a piorar à medida que nos tornamos mais ricos. Se amanhã São Paulo exibir o dobro da renda per capita atual, haverá melhora nesses itens, mas o transporte vai ser pior, a não ser que mudemos de modelo.
Quando falamos de bicicletas, não estamos falando que vão substituir os ônibus, os trens nem nada disso. Mas as bicicletas podem chegar a ter uma porcentagem importante das viagens.
Hoje em São Paulo menos de 1% da viagens são feitas em bicicleta. Se chegarem a ser 10%, seria uma revolução. As ciclovias protegidas não são um detalhe arquitetônico simpático, mas um direito.
De novo, estamos falando de democracia. Quando um ônibus passa ao lado de carros engarrafados, temos um símbolo de democracia. O interesse coletivo está acima do particular.
[Bicicleta] não é uma pauta [de classe média]. Em Bogotá, os que mais usam são os mais pobres, que economizam: uma pessoa que ganha salário mínimo e consegue usar bicicleta economiza entre 15% e 20% de sua renda.
 
O aumento da passagem em SP foi o estopim das manifestações de massa de junho, e uma proposta central foi a gratuidade do transporte. O sr. acha viável?
É interessante que os protestos surjam ao redor da mobilidade porque a mobilidade é uma nova expressão de liberdade. Tem a ver com equidade. Mais importante do que a luta pela gratuidade agora é lutar por uma distribuição mais democrática do espaço viário, que dê mais e melhor espaço aos pedestres, mais corredores de ônibus, ciclovias protegidas. É a luta mais importante agora.
É importante subsidiar o transporte público, na melhor das hipóteses com recursos cobrados do uso do carro, porque quem mora mais longe do trabalho em geral é mais pobre. Mas transformar o transporte em totalmente grátis é muito difícil. Não conheço nenhuma parte do mundo em que isso tenha sido feito em larga escala.
 

FORMAÇÃO:
Formado em economia e história pela Duke University (EUA) e com doutorado em administração pública pela Universidade Paris 2
CARREIRA POLÍTICA
Prefeito de Bogotá de 1998 a 2001; é pré-candidato do Aliança Verde à presidência
OCUPAÇÃO ATUAL
Consultor nas áreas de trânsito e de urbanismo

Acesse o link da folha para comentários.

Fonte: http://folha.com/no1350488
02/10/2013 - 03h30
FLÁVIA MARREIRO
DE SÃO PAULO

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Exposição: Todas as Cores de Mariscal


Entrevista com Javier Mariscal

Cadeiras da marca Vondom, para área externa. Foto: DIVULGAÇÃO


Natália Mazzoni – O Estado de S.Paulo

O trabalho colorido e bem-humorado de Javier Mariscal está em exposição na mostra Todas as Cores de Mariscal. A parceria do Instituto Tomie Ohtake com a Tok&Stok trouxe para o Brasil cerca de 60 obras do designer catalão, entre mobiliário, objetos, luminárias, pinturas, brinquedos e projetos gráficos.
A Tok&Stok também lançou quatro linhas de acessórios para casa assinadas por ele, sempre com peças muito coloridas. O Casa conversou com o designer sobre seu trabalho.

O que foi pensado especialmente para os brasileiros nessas coleções?

Acredito que o público brasileiro é um dos que mais importância dão ao bem-viver e a desfrutar a vida. Eu penso da mesma forma, por isso desenhei objetos que ajudam as pessoas a ter uma vida mais divertida. Cercar-se de coisas belas ajuda a viver melhor.


Como você usa o humor no seu trabalho?

O humor e o jogo são formas de ver a vida como quando éramos crianças. É muito importante brincar e introduzir o humor no design. A linguagem dos objetos tem de ser mais emocional para comunicar melhor.


O que o público pode esperar ao visitar a exposição Todas as Cores de Mariscal?

Fazer essa exposição foi uma oportunidade muito boa para que o Brasil conhecesse o trabalho que desenvolvemos no Estúdio Mariscal. Temos muita sorte em poder expor em um dos museus mais belos que conheço. Meu objetivo é fazer as pessoas captarem um trabalho que brinca com espaços e cores em diferentes linguagens de design.


O que você leva de inspiração do Brasil para seu estúdio?

No Brasil recebo muita informação passeando pelas ruas e conhecendo pessoas. Cada vez que venho sinto uma enxurrada de coisas interessantes. Tudo é muito vital e eu gosto disso.

Exposição:
Todas as Cores de Mariscal
Instituto Tomie Ohtake: Av. Faria Lima, 201, Pinheiros. Tel.: (11) 2245-1900.
De terça a domingo, das 11 às 20 horas. Até 29 de setembro. Entrada franca




Fonte: http://blogs.estadao.com.br/casa/cor-para-viver-melhor/
Mais informações sobre o artista: http://pt.wikipedia.org/wiki/Javier_Mariscal
http://www.mariscal.com/es/home




segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Arquitetura Brutalista

A Arquitetura Brutalista foi um movimento arquitetônico basicamente ocorrido nas décadas de 50 e 60 onde a estrutura da construção ficava evidenciada, sendo ela a principal ornamentação do projeto.
No Brasil temos vários exemplos sendo que em São Paulo a corrente possui construções ainda em evidência (reformadas ou não) como o Estádio do Morumbi e o MASP.


Prefeitura de Boston, 1968 – Kallmann McKinnell & Knowles




Quer saber mais ?

Referências: